Blog do Quesada

Busca

27/02/2010

Robinho, só para inglês ver...

A ausência do craque no duelo entre santistas e corinthianos na Vila famosa traz de volta uma velha discussão: Quem tem mais direito de contar com o jogador, o clube ou a seleção brasileira?

O braço de ferro entre o Santos e a CBF mais uma vez teve a vitória da entidade.

A disputa se intensificou nas últimas décadas por causa do calendário apertado de jogos que não permite nenhuma folga para amistosos dos times e da própria seleção. Se tivéssemos um calendário universal com algumas datas livres para amistosos, os campeonatos poderiam ser paralisados em todo o mundo, sem prejuízo para nenhum lado. Algo que é uma utopia, na minha concepção.

A frustração do clube é fácil de entender. O Santos, por exemplo, paga com a ajuda de parceiros, cerca de R$ 1 milhão para Robinho e na hora em que mais precisa do rei das pedaladas, não poderá contar com ele no clássico.

Também é fato que a seleção sempre foi a vitrine para os mesmo clubes negociarem os talentosos artistas por grandes fortunas. Qual jogador não deseja vestir a camisa amarela? Qual time não quer o atleta na equipe nacional? Qual técnico da seleção deixaria fora os melhores? Boa briga, boa discussão.

Bem, enquanto, os britânicos vão rever Robinho, nós, brasileiros, nos deliciaremos mais de perto com o futebol de Ronaldo, Neymar, Roberto Carlos, Ganso, Elias e Giovanni.

Por Leandro Quesada às 21h16

26/02/2010

“Mesmo sem Robinho, o Santos é forte”, diz Mano

O fato do rei das pedaladas não atuar no clássico na Vila Belmiro não empolga tanto assim o técnico do Corinthians: “O Santos é um adversário difícil de ser batido na Vila. Não é o fato de Robinho não estar em campo que o Santos será menos equipe. Não se discute a qualidade diferenciada de Robinho mas era assim antes dele".

Mano Menezes aplica a mesma análise para Ronaldo caso o fenômeno não possa atuar pelo Timão. “Fica difícil depender apenas de um jogador. De vez em quando Ronaldo não estará para ajudar a equipe e temos que encontrar caminhos e soluções sem ele”, comparou o treinador.

Mano quer escalar contra o Santos a mesma equipe que enfrentou o Racing na Copa Libertadores mas vai depender da recuperação de cada jogador. “A base do último jogo estará em campo. Eles se recuperaram bem. A repetição da formação é importante para o time evoluir”, completou.

Por Leandro Quesada às 14h22

O anti-marketing do Corinthians

No dia em que o Corinthians fechou o contrato com mais um patrocinador (7 milhões de reais com o Banco Pan-americano) e finalmente fez a estréia na Libertadores, uma ação de anti-marketing foi produzida.

O “nome” do jogo, simplesmente, deixou o Pacaembu sem conceder entrevistas e sem aparecer nas TVs. Logo, as marcas dos patrocinadores não foram mostradas.

Questionei, em bom tom, a assessoria do clube e fui informado que Elias “não queria falar”.

Com o presidente Andrés Sanches também abordei o tema. “Não posso obrigar ninguém a falar”, minimizou.

Não consigo entender como um clube com um patrocínio de 45 milhões de reais, um dos maiores do planeta, tem dificuldades para expor os jogadores nas entrevistas.

Aqui não vai uma crítica particular a Elias, longe disso. Ele desempenhou bem o papel e marcou dois gols.

A questão é mais ampla e coloca em discussão a relação dos atletas com os patrocinadores do clube e com os meios de comunicação.

O diretor de marketing corintiano, Caio Campos, concorda com a minha análise sobre a necessidade do jogador cumprir a parte dele na mídia: “Aos poucos os jogadores vão aprender a importância deles para ajudar na exposição das marcas dos patrocinadores. É uma questão de tempo para a adequação”.

Por Leandro Quesada às 23h13

24/02/2010

Andrés Sanches: “45 milhões limpos”

Deu no blog do Juca:

Corinthians acaba de fechar com Banco Pan-Americano as mangas da camisa em 2010 por R$ 7 milhões.

Com a informação de Juca Kfouri, o Corinthians alcança a cifra de 45 milhões de reais com o patrocínio da camisa.

Eu conversei agora com o presidente corintiano: “No total, são 45 milhões limpos para os cofres do clube (38 na Neo Quïmica e 7 do banco Pan-americano)”, comemora Andrés.

No dia 21 de janeiro, curiosamente na minha primeira postagem, eu trazia a informação de que o Corinthians chegaria aos valores impressionantes de patrocínio.

 

Recordar é viver:

 Uma camisa de inacreditáveis 45 milhões de reais

Esqueça tudo que você ouviu e leu nos últimos dias sobre o real valor do patrocínio fechado pelo Corinthians. 

Sem contar a empresa que estará no espaço do calção, o clube do pq. São Jorge já garantiu pelo menos 45 milhões de reais (por ano) do patrocinador que estampará as marcas que domina em todos os lugares possíveis da malha alvinegra. 

A quantia milionária coloca o contrato firmado entre a empresa Hypermarcas e o Corinthians na condição de quinto maior da atualidade, envolvendo clubes de futebol do planeta. É superado apenas pelas parcerias que grandes clubes do velho continente assinaram com empresas, casos de Real Madrid (R$ 63,5), Bayern Munique (R$ 63,5), Liverpool (R$ 57,2) e Manchester United (R$ 54,7). 

O Corinthians ainda poderá colocar nos cofres a premiação da Copa Libertadores (R$ 12 milhões acumulados para o campeão) e a receita com os direitos de transmissão de jogos da TV (algo em torno de 35 milhões da nossa moeda). E tem mais: 40 milhões de reais de bilheteria e o prêmio em dinheiro para disputar o mundial de clubes, caso chegue ao torneio da FIFA, nos Emirados Árabes (cerca de 10 milhões de reais para o primeiro colocado). 

É dinheiro que não acaba mais. 

Assim fica mais fácil entender como um clube brasileiro consegue ter Ronaldo e Roberto Carlos no elenco, no ano do centenário, o mais esperado da história do Timão.

*** O Blog do Quesada ultrapassa 1 milhão de visitas em um mês. Agradeço aos internautas pelo carinho e atenção.

Por Leandro Quesada às 12h23

23/02/2010

Não atirem Luxa e Muricy no lixo

Todo mundo um dia já viveu uma fase ruim na vida ou ainda vai passar por apuros.

Quando isso acontece, a gente costuma usar uma frase assim: “Pô! Não deveria ter acordado hoje. Que dia!”.

Muricy Ramalho não emplacou no Palmeiras, não ganhou o título do Brasileirão e nem conseguiu colocar o time na Libertadores. Certo? Certo. Mas dizer que ele não vale nada, não serve mais, “já era” como técnico ou coisa do tipo é no mínimo uma falta de sensibilidade e reconhecimento com um profissional que levou três campeonatos brasileiros consecutivos, algo inédito na competição e que dificilmente será batido.

Com Luxemburgo acontece um fato parecido. Luxa tem cinco taças do Brasileirão, outro ineditismo. Mas em 2008 não teve sucesso e em 2009 foi demitido em plena disputa do torneio. Atualmente no Atlético-MG, a pressão aumenta depois de uma derrota no clássico para o maior rival. Nada de novo. Acho um equívoco afirmar, no entanto, que Luxa está ultrapassado, desligado e desinteressado.

Fases ruins, tropeços e derrotas são comuns no mundo do futebol. Ganhar sempre, é impossível.

Não joguem Luxemburgo e Muricy na lata do lixo.

A cautela, na minha visão, é necessária na hora de criticar “caras” vitoriosos e consagrados. Como diz Muricy: “Podem tripudiar agora, bater forte, dar uma porradinha. Depois eu volto mais forte”.

Quem duvida?

Por Leandro Quesada às 11h13

22/02/2010

Fred descarta Palmeiras; A. Carlos não quer goleiro do Flu

Fred já disse no Rio que não vem para o Palmeiras: “Nenhuma chance”.

Antes mesmo do ‘não’ do atacante, o salário europeu recebido por ele já havia assustado muita gente no clube paulista.

A discussão nas alamedas do Palestra Itália é se vale a pena gastar tanto dinheiro com um único jogador, mesmo sendo de nível internacional. As opiniões estão divididas: uns acham que Fred deveria vir se o clube não tivesse gastos com os ordenados que seriam bancados por um patrocinador, outros querem uma repetição da atitude arrojada como aquela que trouxe Vagner Love.

A tentativa mostra o empenho do Palmeiras e da Traffic na busca por um ‘camisa 9'.

O UOL Esporte entrevistou Alcides Antunes, vice de futebol do Fluminense, que revelou o desejo do verdão de contratar dois jogadores do time. Os goleiros Rafael e Fernando Henrique e ainda o meio-campista Conca, jogador da Traffic, estariam na mira.

Antônio Carlos, o técnico palmeirense, desmentiu o interesse: “Goleiros? Temos uma escola de goleiros do Brasil. Para o meio-campo temos Clayton, Diego Souza, Sacconni”.

O atacante argentino Ernesto Farias, ex-River Plate, atualmente no Porto foi “oferecido ao Palmeiras ainda com o Muricy. Me lembro dele no River, mas no Porto eu não acompanhei muito.Vamos ver”, completa o novo treinador em entrevista ao Esporte em Debate* da Rádio Bandeirantes.

* O Esporte em Debate, apresentado por mim e Alexandre Praetzel, vai ao ar das 20hs as 22hs (todos os dias, exceto nos dias de jogos).

Por Leandro Quesada às 21h13

21/02/2010

Fred no Palmeiras com a ajuda da Unimed

O “camisa 9”  tão esperado pelos palestrinos é um nome internacional, com uma Copa do Mundo no currículo e goleador.

Fred viria para o Palestra com os salários pagos pela empresa de plano de saúde, como ocorre no Fluminense.

É muito dinheiro, salário de padrão europeu. O Palmeiras não teria condições de bancar a alta remuneração do atleta, um dos atacantes do Brasil na Copa da Alemanha em 2006.

A contratação de impacto, mesmo com a participação de um parceiro, é uma operação complicada pelos valores envolvidos, afirma Gilberto Cipullo. “Mas se a Traffic conseguir seria excelente. Quem vai negar um presente destes”, diz o sorridente vice-presidente do verdão.

Cipullo fez questão de salientar que não existe nada por enquanto. Na mesma retórica, outro dirigente Seraphim del Grande lembra que Fred está fora do perfil de jogadores jovens pretendidos pela Traffic.

O técnico Antônio Carlos considera o artilheiro mineiro “um grande nome”.

Fred é um projeto antigo do Palmeiras. Em fevereiro de 2009, antes de fechar com o Flu, ele foi oferecido pelos franceses do Lyon ao clube da Turiassu.

Por Leandro Quesada às 21h29

Sobre o autor

Repórter e apresentador da rádio e TV Bandeirantes desde 1995, Leandro Quesada cobre os principais eventos da emissora. São 3 Copas do Mundo (1998, 2002 e 2006, além de coberturas jornalísticas de Campeonatos Brasileiros, Copas do Brasil, Estaduais, Libertadores, Mundiais de Clubes, Liga dos Campeões, eliminatórias da Copa, amistosos da seleção, Copa América, entre outros. Na Rádio Bandeirantes, é repórter e também apresentador do programa Esporte em Debate desde 1999. Na TV, é um dos comentaristas do Jogo Aberto, programa da Band, comandado por Renata Fan. Em 2002, ganhou o prêmio de melhor repórter esportivo dado pela Aceesp - Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. O jornalista ainda foi um dos informantes da CPI CBF-Nike - que investigou o submundo do futebol brasileiro.

Sobre o blog

Paulistano nascido no bairro histórico do Ipiranga, criado na República da zona leste da capital, torcedor do Juventus da Mooca, Quesada trará matérias especiais e notícias exclusivas dos bastidores do futebol.