Blog do Quesada

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05/06/2010

A dura missão de substituir Cafu

A tarefa de suceder um jogador com quatro Copas do mundo disputadas, dois títulos e 150 jogos pela seleção brasileira não é para qualquer um.

Durante a fase de Cafu – nas Copas de 94, 98, 2002 e 2006 – muitos outros laterais estiveram com ele no time nacional, na posição de lateral direito. Jorginho, hoje assistente era titular nos EUA, depois vieram Zé Carlos na França, Belleti na Coréia-Japão e Cicinho em território alemão.

Com fim da era Cafu, Maicon e Daniel Alves aparecem para conquistar a vaga no setor. Maicon e Daniel Alves têm uma qualidade indiscutível. Cada um com seu estilo, mas os dois importantes para a equipe de Dunga.

Hoje, o lateral campeão da Champions League pela Inter é o titular, mas a sombra do colega do Barcelona o acompanha aqui em Joanesburgo.

Por Leandro Quesada às 13h51

04/06/2010

Jabulani: ¨Obrigado! Kaká¨

Cansada de tanto apanhar, a bola da Copa recebeu um carinho hoje aqui em Joanesburgo.

O gentleman Kaká amenizou as críticas que a Jabulani recebe dos colegas de time. Ela foi chamada de horrorosa, patricinha, mulher de malandro, bola de supermercado e sobrenatural. Coitada!

O craque do Real Madrid lembrou que em todos os mundiais sempre aparece alguém que ¨detona¨ a bola. Kaká revela que dentro do grupo já tem gente mudando de opinião, como Luís Fabiano. ¨O Luís já está beijando a bola. É com ela que espero ser campeão¨, imagina.

O meio-campista do Real Madrid, patrocinado pela Adidas, sai da saia justa e rebate as brincadeiras dos companheiros: ¨A bola não é de Kaká, não! É da Adidas. Uma tecnologia nova causa uma impressão, a princípio de crítica. Depois algumas opiniões mudam¨.

Por Leandro Quesada às 09h58

03/06/2010

A seleção no Soweto

Um dia depois de encarar o ditador Robert Mugabe do Zimbabwe em uma troca por alguns milhões de dólares, a seleção brasileira viverá um momento ¨humanidade¨.

Na visita ao bairro de Joanesburgo, local de resistência ao regime do apartheid, os jogadores poderão observar a dura realidade de um dos lugares mais pobres da África do Sul. Uma realidade não muito diferente das favelas brasileiras nas grandes metrópoles.

No Soweto, Nelson Mandela foi preso em 62, por liderar um movimento contra o regime de segregação racial. Mandela, hoje muito doente e com dificuldades até para falar, mostrava uma força descomunal para lutar contra o governo branco. Luta que ajudou a encerrar a ideologia da superioridade do brancos.

O Soweto tem cerca de 2 milhões de habitantes e passa por um processo de revitalização, com casas novas sendo construídas, com energia elétrica, rede de esgoto e melhorias no transporte.

Por Leandro Quesada às 07h45

02/06/2010

Adeus! Zimbabwe

A milionária seleção brasileira foi submetida a uma prova de fogo em Harare. Pela frente, um adversário sem categoria alguma, campo esburacado que atrapalhou o domínio da bola e falta de ritmo do jogo deixaram a atuação brasileira abaixo da crítica.

Os jogadores tiraram o pé, como fora prometido por Luís Fabiano e Felipe Melo, na maioria das jogadas. Quando entraram nas ¨divididas¨ por pouco não se lesionaram. Robinho e Kaká que o digam depois de sofrerem com a falta de qualidade técnica dos estabanados zimbabuanos.

O jogo teve valores diferentes: valeu um pouco para entender que o Brasil ainda não entrou no clima da Copa do mundo; valeu muito no aspecto financeiro com os milhões recebidos pelo amistoso e de nada valeu no momento de apertar a mão do ditador Robert Mugabe que usou a seleção brasileira para minimizar a vida dura do povo do pobre Zimbabwe.

Que venha agora a Tanzânia.

Por Leandro Quesada às 16h04

O jogo da vida do Zimbabwe

A chance de enfrentar a seleção brasileira não surge sempre e os zimbabuanos encaram o amistoso como o duelo do século, o jogo da vida, o mais importante de todos na história do futebol do país.

Eu fico temeroso com a importância dada pelo inexpressivo adversário. Muita disposição do Zimbabwe pode representar alguns perigos para o Brasil. O exagero em uma disputa com Kaká, Luís Fabiano ou Robinho pode ser fatal. Meu Deus! Imagine uma entrada violenta de um jogador africano em um um dos nossos craques.

A partida marca interesses distintos.

Para a seleção brasileira apenas mais um amistoso contra um oponente sem tradição e milhões de dólares depositados nos cofres da CBF.

Por Leandro Quesada às 09h11

01/06/2010

Robinho: o ¨queridinho¨de Dunga

Kaká, Luís Fabiano e Júlio César são os mais comentados e falados na seleção brasileira nos últimos dias, enquanto Robinho ficou em uma situação de coadjuvante na mídia.

Certamente para Dunga, o atacante tem um status diferente ao assumir a condição de mais experiente dentre todos os atletas que estão em Johanesburgo. Ele é o que mais atuou no time dirigido pelo gaúcho desde a metade de 2006, após a fase Parreira.

O currículo do rei das pedaladas não mente: campeão da Copa América e da Copa das Confederações.

O santista não foge das obrigações e garante que ¨se o técnico olhar pra mim para decidir o jogo, nenhum problema. Ser convocado muitas vezes é uma grande responsabilidade. Eu estou bem preparado e espero ser campeão do mundo¨.

Robinho jogou 47 partidas na equipe comandada por Dunga e marcou 16 gols.

Por Leandro Quesada às 11h07

31/05/2010

Kaká: poupar ou não, eis a questão...

O craque deveria ficar fora do amistoso desta quarta-feira ou não?

Kaká se recuperou recentemente de uma contusão na coxa. A meta agora é deixá-lo bem preparado fisicamente para a estreia na Copa.

No amistoso contra o Zimbabwe surge a chance de ganhar ritmo de jogo mas ao mesmo tempo também o risco de sofrer uma outra contusão.

Um dilema que será solucionado pelo técnico Dunga que provavelmente confirmará Kaká na delegação na viagem a um dos mais pobres países do mundo.

Por Leandro Quesada às 18h18

30/05/2010

Em 97, Dunga defendia experiência para assumir seleção

A entrevista com o atual treinador do Brasil estava guardada em um baú em casa.

Há 13 anos, eu conversava com ele em Osaka, no Japão, antes de um amistoso da seleção brasileira contra os japoneses.

O assunto tratado com Dunga partiu da informação que obtive de um membro da CBF, de que o gaúcho seria um dos nomes cotados para substituir Zagallo depois do mundial de 98.

¨Treinar a seleção é uma ambição para qualquer um, mas é muito cedo. É preciso ter uma grande experiência para ser da seleção. Falar do meu nome para 2002 é prematuro por que tem outros treinadores mais qualificados. Quero antes acumular experiência em clubes¨, prometia.

Dunga assumiu a seleção nove anos depois, no lugar de Parreira, mas sem a experiência como técnico em algum clube para comandar a seleção brasileira.

Acompanhe a entrevista que fiz com Dunga em 97.

http://mais.uol.com.br/view/e33n8h6yy7vl/em-1997-dunga-falou-sobre-ser-tecnico-da-selecao-brasileira-0402193670CC815386?types=A

Por Leandro Quesada às 11h41

Sobre o autor

Repórter e apresentador da rádio e TV Bandeirantes desde 1995, Leandro Quesada cobre os principais eventos da emissora. São 3 Copas do Mundo (1998, 2002 e 2006, além de coberturas jornalísticas de Campeonatos Brasileiros, Copas do Brasil, Estaduais, Libertadores, Mundiais de Clubes, Liga dos Campeões, eliminatórias da Copa, amistosos da seleção, Copa América, entre outros. Na Rádio Bandeirantes, é repórter e também apresentador do programa Esporte em Debate desde 1999. Na TV, é um dos comentaristas do Jogo Aberto, programa da Band, comandado por Renata Fan. Em 2002, ganhou o prêmio de melhor repórter esportivo dado pela Aceesp - Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. O jornalista ainda foi um dos informantes da CPI CBF-Nike - que investigou o submundo do futebol brasileiro.

Sobre o blog

Paulistano nascido no bairro histórico do Ipiranga, criado na República da zona leste da capital, torcedor do Juventus da Mooca, Quesada trará matérias especiais e notícias exclusivas dos bastidores do futebol.